Dia de Inverno aconchegado
Entra a sina premonitória com ritmo de elevador
A anunciar o fim
Talvez o envolvimento bonito de um motor
E um animal nos salve do paraíso
Enquanto isso, a criança inóspita brinca
As suas palavras
Parecem alcatrão queimado
(Converte-se a inocência em disparate
Para evitar confusões)
Ouço passos em dimensão absurda
Devo ser eu a entrar em mim a entrar nos passos
A afastar-me
De forma pré-frontal, o vento é encarado como um luxo
Um poema cardíaco que simplesmente se mexe
Como ele seria se só me movesse, se não ficasse
.Se fosse belo.
Chove para nos lembrarmos que somos de pedra
A beldade nunca se julga bela e quando se julga, sabe sempre que não é bonita
Ela
Gelo de mãos pelos direitos humanos
Tocam-se em galáxias
Tocam-se em bocas
E morrem
Sem nunca saber porquê
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Consequência Cerebral
Sibilante trovâo
O reino da grande explosão é alto
Na porta arrepio
Degraus são incómodos na leveza
Crepitante
E eu espero como lua tubercolosa em cama astral
Arranco cabelos um por um
Margaridas capilares
Maxilar irascível de carne humana no canto
(ou é brisa ou é sussurro ou é vento que danifica)
Hotel sem janelas na janela
Teorema do dilema despido
Pumpkin obscena sem fogo de caverna dentro
A levitar
Brilho alienígena numa cara acidental
Princesa da Disney ao contrário
o
i
r
à
r
t
n
o
c
Reino:
O regresso de conversas primogénitas e
Ponteiros urbanos
Numa cidade castelo, cidade
Velocidade lenta, segredo
De uma língua magenta
Assustando dragões em água afogada
O reino da grande explosão é alto
Na porta arrepio
Degraus são incómodos na leveza
Crepitante
E eu espero como lua tubercolosa em cama astral
Arranco cabelos um por um
Margaridas capilares
Maxilar irascível de carne humana no canto
(ou é brisa ou é sussurro ou é vento que danifica)
Hotel sem janelas na janela
Teorema do dilema despido
Pumpkin obscena sem fogo de caverna dentro
A levitar
Brilho alienígena numa cara acidental
Princesa da Disney ao contrário
o
i
r
à
r
t
n
o
c
Reino:
O regresso de conversas primogénitas e
Ponteiros urbanos
Numa cidade castelo, cidade
Velocidade lenta, segredo
De uma língua magenta
Assustando dragões em água afogada
Flores
Intimidante longe do rio
Afugento-te com água formal
Não és superficial
Tens verde impulsivo a descer do braço indecoroso
Agressiva individualista
Aperto a tua loucura em cores disformes
Chamo-te disforme e desfigurada
Estás entre a faca e a espada
Uma amante fictícia.
Dolorosa e explicativa
Como seis rosas mais uma
Como o ar que vê mais nenhuma
Afugento-te com água formal
Não és superficial
Tens verde impulsivo a descer do braço indecoroso
Agressiva individualista
Aperto a tua loucura em cores disformes
Chamo-te disforme e desfigurada
Estás entre a faca e a espada
Uma amante fictícia.
Dolorosa e explicativa
Como seis rosas mais uma
Como o ar que vê mais nenhuma
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Bisturi Artesanal
Olhos de papel! Foi o que eu pensei.
E algo que queria estabelecer já esqueci
Era talvez a vontade de escrever 'foder' ou períodos longos de reticências
Essas formas pequeninas, peças de silêncio simétricas
Caio do abismo sem nunca ter estado no topo
Príncipe da pontuação irrelevante
Atirei pedras à minha cara partida e agora tenho
Olhos de papel! Foi o que eu pensei.
E algo que queria estabelecer já esqueci
Era talvez a vontade de escrever 'foder' ou períodos longos de reticências
Essas formas pequeninas, peças de silêncio simétricas
Caio do abismo sem nunca ter estado no topo
Príncipe da pontuação irrelevante
Atirei pedras à minha cara partida e agora tenho
Olhos de papel! Foi o que eu pensei.
domingo, 2 de novembro de 2008
Um Dia Foge Da Lenda
Havia um homem e comprou uma raça de homens
Chamavam-lhe abusivo mas continuou, era forte
O homem era grande, maior do que o próprio tempo
Ele seria o tempo
Com uma cabeça forte derretia montanhas em prazer
Hábil com pensamentos, extravasava o vulgar
ClARO que o seu vício era outro e o mesmo ao mesmo tempo
Similiridades faziam-no pensar, escreveria como Pessoa se lhe dessem caneta
Chegava sempre a conclusõees
sem tinta.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.
Afinal Deus é parecido a Jesus
E Caim nao tinha nenhuma marca,
era só uma tatuagem!
Chamavam-lhe abusivo mas continuou, era forte
O homem era grande, maior do que o próprio tempo
Ele seria o tempo
Com uma cabeça forte derretia montanhas em prazer
Hábil com pensamentos, extravasava o vulgar
ClARO que o seu vício era outro e o mesmo ao mesmo tempo
Similiridades faziam-no pensar, escreveria como Pessoa se lhe dessem caneta
Chegava sempre a conclusõees
sem tinta.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.a.
Afinal Deus é parecido a Jesus
E Caim nao tinha nenhuma marca,
era só uma tatuagem!
sábado, 1 de novembro de 2008
Talvez Hoje Escreva Sem Pensar
Interiorizo lâminas sorridentes pequenas videntes
Agora que o artifício desapareceu artificial artificioso
Blink, blink, blink a chuva morre nos braços de ninguém
Conheço uma pessoa que recita e visita e sabe e brinca
com metáforas e mecânicas dramáticas
Tudo nas ruas de uma cidade grande onde o frio aquece
E a harpa anoitece
Vi o genérico sem perceber visualmente
Dois postiços num escorrega mágico
Copos de face estilhaçada para cima
Olhos de fantasmas e vime
O quadro descreve-se a si mesmo
Numa escala
Perturbações de anjo etílico em devaneios refutados
Ficando a imagem reflexiva:
Uma constelação pálida
À procura de cor
Agora que o artifício desapareceu artificial artificioso
Blink, blink, blink a chuva morre nos braços de ninguém
Conheço uma pessoa que recita e visita e sabe e brinca
com metáforas e mecânicas dramáticas
Tudo nas ruas de uma cidade grande onde o frio aquece
E a harpa anoitece
Vi o genérico sem perceber visualmente
Dois postiços num escorrega mágico
Copos de face estilhaçada para cima
Olhos de fantasmas e vime
O quadro descreve-se a si mesmo
Numa escala
Perturbações de anjo etílico em devaneios refutados
Ficando a imagem reflexiva:
Uma constelação pálida
À procura de cor
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