terça-feira, 17 de junho de 2008

O Jardim do Hipotético

Um cão que diz miau diz também mais coisas
Claro que são segredos que não é suposto saberes
De tão influentes que se podem tornar

Tenho uma capinha de plástico, um arquivo desorganizado
Onde leio estas coisinhas que partilho
:

Lembro-me da altura em que vi
O monstro, nos seus olhos revirados
A escrever
Partituras na vitrina

E

A mulher do cabelo encovado a
Surgir do chão
Enquanto anéis da minha figura mitológica preferida
Se entrecruzavam com
Visões do meu pesadelo preferido

Mas penso que hoje
Em mais nada penso

Deixo o resto das inquietações
Para um qualquer escravo imaginário
Num qualquer jardim
Esquecido

Hipotetizado

Num canto menos verde do que verde
Mas mais cinzent0 que prateado

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